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 Operation Flashpoint: Dragon Rising - Análise

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RicFazeres
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MensagemAssunto: Operation Flashpoint: Dragon Rising - Análise   Sab Nov 07, 2009 12:32 pm

Operation Flashpoint: Dragon Rising - Análise





Há jogos que nos fazem viajar no tempo, voltar a tempos que de algum
modo já são considerados como longínquos, numa indústria em que a
evolução é cada vez mais acelerada, e num mercado cada vez mais
competitivo, onde apenas a qualidade deveria triunfar.

Operation Flashpoint é um desses jogos, quem não se recorda do
primeiro jogo lançado em 2001? Para muitos considerado como uma
referência no que toca a jogos de guerra, para a sua época. Chegamos
agora a 2009, com a Codemasters a desenterrar um franchise
querido por muitos, e que tanto agrado me deu quando foi anunciado. O
seu desenvolvimento foi longo, demasiado longo até, com vários anos de
produção que em determinada altura fizeram cair o jogo no esquecimento.



Este Operation Flashpoint: Dragon Rising foi desenvolvido pela
Codemasters, contrariamente ao original, que esteve a cargo da Bohemia
Interactive Studio, responsável por ArmA II.
Se isto é bom ou mau? Sinceramente não sei responder, o trabalho
efectuado pela Bohemia Interactive em ArmA II não foi o melhor, mas a
Codemasters também não esteve à altura do nome Operation Flashpoint.
Portanto, se foi a melhor solução ou

não, nunca o saberemos.



Mas vamos por partes, primeiro situar este Dragon Rising no
espaço temporal. Estamos num futuro imaginário, onde a luta pelos
recursos energéticos é o pano de fundo. Rússia e China entram em
conflito, após o exército chinês invadir a ilha fictícia de Skira
(inspirada na ilha de Kiska), local onde foram descobertos jazigos de
petróleo. O governo Russo pede auxílio à comunidade internacional, é aí
que nós entramos, somos um operacional do exército dos EUA que
desembarca na ilha para auxiliar as forças russas.





Para quem não gosta de andar a pé, este é um excelente meio de transporte.
Este
título pretende ser um simulador, pelo menos algumas das suas
características assim o indicam. O cenário do jogo é imenso, as armas,
veículos e funcionalidades também tentam aproximar o título à
realidade. Mas existem aspectos que contradizem esta suposta simulação,
um deles é a sobre-humana capacidade que os soldados têm para subir
encostas íngremes, com um grau de inclinação impressionante, mesmo
carregados de armamento. Mas não sobem a custo, chegam até a correr
como se tratasse de uma planície, algo que me deixou boquiaberto.



Mas claro que a maior parte das características presentes em
Dragon Rising fazem dele um simulador. Se corremos durante algum tempo
o soldado começa a fatigar-se, o coração bate com mais intensidade,
chegando a um ponto que temos que abrandar. Outra característica
implementada, já observada em vários jogos, é a localização corporal
dos ferimentos, tanto no nosso personagem como nos da nossa equipa e
inimigos. Um tiro na perna faz com que nos desloquemos mais devagar e a
cambalear. Quando alvejamos um inimigo e este cai no solo, não
significa que está morto, este pode apenas estar ferido, temos que nos
certificar que foi mesmo abatido, pois ele pode recuperar, seja por
amigos ou por ele próprio. Outra característica, também presente em
ArmA II, é o facto de não conseguirmos saltar devido ao peso que
carregamos às costas, para ultrapassar certos obstáculos temos que
executar o movimento como na vida real.





Em busca do inimigo.
Como
já foi dito, somos um operacional do exercito Norte-americano, temos
como missão ajudar as forças Russas contras as Chinesas. No início das
missões, é-nos apresentado um breafing
que descreve quais são os objectivos a cumprir, secundários e
primários, que tipo de inimigos vamos encontrar e qual o seu respectivo
armamento. As missões não são muito diversificadas, temos que eliminar
inimigos num determinado local, destruir armamento, capturar postos,
defender zonas e auxiliar forças no campo de batalha. Muitas das
missões requerem longas caminhadas pela ilha, temos que percorrer
muitos quilómetros, o que por vezes se torna monótono, mas em certas
alturas podemos utilizar veículos, não sendo, por vezes, muito
aconselhável porque alerta o inimigo com maior facilidade.






No modo campanha para um jogador, a nossa unidade é composta por quatro
elementos, onde a coordenação no terreno tem que ser bem gerida. Os
elementos da unidade vão variando conforme a missão em questão, podemos
ter um Sniper,
Médico, Engenheiro, um especialista em demolições, etc. Um exemplo da
necessidade de uma boa coordenação é o Médico, é vital que esteja
sempre bem protegido para que possa dar assistência aos restantes
elementos da unidade.



Na teoria, a interacção com os membros da nossa equipa resulta
na perfeição, mas no campo de batalha as coisas são bem diferentes. Os
elementos da nossa unidade estão habilitados de uma IA que deixa muito
a desejar. Algumas das ordens que lhes damos até que são bem cumpridas,
mas existem outras que me deixaram à beira de um ataque de nervos.
Pedir para flanquearem um edifício parece ser uma tarefa quase
impossível, eles andam pelo terreno completamente desorientados, sem
saber o que fazer. Outro ponto ridículo é o seu sistema de cobertura,
na maior parte das vezes ficam desprotegidos, sem tirar partido do
terreno e dos objectos que nos dão cobertura (edifícios, veículos,
árvores, rochas).



Em relação ao modo para múltiplos jogadores (MP), Dragon Rising
tem para nos oferecer um modo cooperativo até um máximo de quatro
jogadores. Cada unidade tem a sua respectiva classe que é escolhida
antes de se entrar no jogo. Neste coop
podemos jogar a campanha ou apenas escolher qual a missão que queremos
jogar, temos 11 ao nosso dispor. Este é um modo muito divertido e até
considero que seja uma das boas surpresas do jogo, principalmente
quando jogado com os nossos amigos, onde a comunicação verbal se torna
importante e em certas alturas engraçada.





É o momento de relaxar enquanto o inimigo é bombardeado.

Para além do coop,
temos mais dois modos MP ao nosso dispor, Annihilation e Infiltration,
até um máximo de 32 jogadores (PC) ou 16 (Xbox 360 e PS3). Este é um
dos “calcanhares de Aquiles” do jogo, é decepcionante, uma completa
desilusão. O primeiro, Annihilation , é o já conhecido team deathmatch,
o segundo, Infiltration , o nome diz tudo, temos que tentar derrotar a
equipa inimiga que defende a sua base com “unhas e dentes”. Mas o pior
deste modo são os servidores, é necessário quase um milagre para se
encontrarem servidores de qualidade, a maior parte deles têm lag, que afecta muito a jogabilidade.



Em relação ao armamento e veículos, o realismo marca mais uma vez
presença. O manuseamento do armamento é o mais real possível,
recarregar um lança-rockets parece levar uma eternidade (dá tempo para
ir tomar um café), seleccionar os binóculos também leva o seu tempo e
até a entrada para dentro dos veículos é algo demorada, tentando criar
no jogador a sensação de realismo. Temos cerca de 70 armas com um
sistema de balística bem real (pistolas, metralhadoras automáticas,
artilharia, bombas, etc). Em relação aos veículos, são cerca de 50
(helicópteros, APCs, tanques, barcos, jipes, etc). Mas neste mar de
realismo nem tudo resulta, a condução dos veículos é algo estranha,
temos uma certa sensação de “lag” e a falta de “peso” também é muito
notória.


Belas paisagens nocturnas.


A
nível visual e sonoro, Dragon Rising é um misto de sensações.
Graficamente, a fraca qualidade das texturas dos veículos, armas e
soldados, e a pobre recriação dos edifícios, contrasta com cenários
belos e merecedores de serem apreciados, onde pormenores como o
nevoeiro nos vales e o pôr-do-sol ao final da tarde são dignos de
destaque. No campo sonoro, realço a excelente recriação do som dos
disparos e do seu impacto nos objectos. Fiquei surpreendido ao observar
uma explosão a cerca de 500 metros, e o som surgir momentos depois,
bastante real e credível.

Foram anos e anos de produção, muito
foi prometido pela Codemasters e pouco foi cumprido. A qualidade
aceitável do modo campanha, onde destaco a componente cooperativa,
esbarra num modo multiplayer
online muito fraco, que seria melhor nem existir. Apesar dos vários
pontos negativos, Dragon Rising não deixa de ter a sua qualidade, sendo
portanto, um título a ter em conta pelos fãs deste género.

Fonte : Eurogamer.pt




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Última edição por RicFazeres em Sab Nov 07, 2009 12:40 pm, editado 1 vez(es)
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Trailer



Gameplay





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