Brutal Legend - Análise
A vida de um Roadie não é fácil, e o mundo do
Metal já não é o que era, tendo sido desfeito e humilhado pelo novo género
Rock-
Metal “wanna be” emergente. Se isto é verdade ou não, não posso dizer com certeza, mas pelo menos é a mensagem que
Brutal Legend faz passar ao jogador assim que o jogo começa.
Brutal Legend é uma homenagem clara ao mundo original do
Metal,com
um número infinito de referências a clássicos deste universo. Será bom
o suficiente para fazer reviver os bons velhos tempos?
Brutal Legend coloca-nos na pele de
Eddie Riggs, um Roadie (ajudante de banda) profissional de uma banda de pseudo-metal, que sofre em silêncio, pelo caminho que o
Metal seguiu nos últimos anos. Durante um dos grandes concertos,
Eddievê-se obrigado a salvar um membro da banda, apenas para acabar
soterrado por parte do cenário do palco. Já no seu último sopro de
vida, o seu sangue entra em contacto com o seu cinto e faz acordar um
demónio conhecido por
Ormagöden.
Quando
Eddie volta a si, está prestes a ser sacrificado por um grupo de demónios encarapuçados, algo surpreendido pelo sucedido,
Eddieconsegue escapar e descobrir que foi transportado para um outo mundo.
Poucos momentos após a sua fuga, Eddie encontra a irmã de um líder de
um grupo de resistentes deste mundo do
Metal. Eddie resolve ajuda-los a combater o seu grande inimigo, o lorde
Doviculus,e assim libertar os homens e mulheres da aldeia.
Embora a narrativa de
Brutal Legend não seja nada de especial, onde este ganha fôlego é em toda a imersão oferecida pelos personagem, cenários e espírito
Metal deste universo. Os diálogos são diversão pura, carregados de gíria de
Metal e palavrões ditos a alto e bom som. Claro que o grande destaque aqui vai para
Eddie Riggs, interpretado por
Jack Black de forma exímia e altamente credível, não fosse este um actor cómico bastante conhecido e vocalista da banda
Tenacious D.
Brutal Legendcomo jogo coloca-vos uma câmara atrás da personage, enquanto avançam
por um mundo aberto quer a pé ou no Deuce, o carro da personagem.
Existem várias missões espalhadas pelo mapa que podem realizar a vosso
bel-prazer, ou simplesmente passear pela vegetação ou ruínas do mundo
do
Metal, para lutar contra exércitos do mal ou andar a galope em animais nada comuns. O mundo de
Brutal Legend é sem dúvida muito bom, embora não seja tão preenchido quanto isso, é algo autenticamente diferente e puramente
Metal, cheio de estátuas e referências ao género, que dão um ambiente único e digno da música que representa.
A pé,
Eddieluta contra os vários demónios dando uso a um machado e também uma
guitarra, com o machado é possível desferir golpes directos, por outro
lado a guitarra permite atacar à distância com electricidade, ou
incendiar os pobres demónios que resolvem atravessar-se no vosso
caminho. Além destas funções a guitarra permite ainda realizar solos,
estas malhas têm várias funções que podem ir desde o ataque directo aos
inimigos, como invocar o Deuce e até chamar a nós mais aliados do
Headbanging. Estes solos são realizados pelo carregar de uma lista de
botões mostrada no ecrã, a fazer lembrar as combinações vistas em
Legend of Zelda Ocarina Of Time.
Ainda
à pouco falei de aliados do Headbanging, e estes existem mesmo, sendo
personagens que nos acompanham ao longo da aventura e dão a
Brutal Legend uma vertente de estratégia. Estes Headbangers são uma clara referência aos fãs dos concertos de
Metal,
e aqui estes funcionam como vossos fãs, que podem comandar e ordenar
para tomar várias acções, que podem variar entre, atacar o inimigo,
defender uma certa área, ao bom estilo de um jogo de estratégia por
exércitos, é verdade que não é 100% infalível, mas é uma boa adicção à
mecânica de jogo de
Brutal Legend.
A
história consegue durar cerca de 10 horas, mas ainda há mais algumas
missões para fazer e zonas do mapa por explorar, existe ainda um modo
online que apesar de não ser perfeito, é muito bem vindo em
Brutal Legend.
Por muito estranho que pareça,
Brutal Legendconsegue transportar toda esta acção para o Online, onde podem competir
em guerras abertas contra outros jogadores, não é tão viciante como um
Call of Duty 4: Modern Warfare,
mas não deixa de ser uma boa aposta, e se gostarem do universo do jogo,
certamente vão querer gastar mais umas horas neste modo.
No que toca à apresentação no geral,
Brutal Legendnão é certamente uma referência, mas têm os seus momentos, com cenários
bonitos e estilizados, personagens expressivas e bem desenhadas e
sequências de acção que raramente deixam as consolas engasgadas,
correndo quase sempre de forma suave. Claro que existem vários bugs e
algumas texturas parecem saídas da geração passada, mas são facilmente
ultrapassados pelo impacto do desenho do universo
Metal feito para
Brutal Legend,
que se torna o grande destaque. Quanto às vozes e música, existem aqui
muito poucas queixas. O trabalho vocal é excelente e divertido,
incluindo
Jack Black, e lendas do
Metal como
Ozzy Osboure,
Rob Halford dos
Judas Priest, e
Lemmy dos
Motorhead. A banda sonora é composta por malhas clássicas do
Metal e se são fãs, vão sentir-se certamente em casa.
Brutal Legendchegou e convenceu, embora os argumentos possam não agradar a todos, é
sem dúvida um daqueles jogos que ninguém esperava que ficasse tão bom.
Muitas das vezes parece não querer ser levado a sério, mas quando
olhamos além do parvoíce e da paródia.
Brutal Legend quer apenas tentar fazer uma homenagem ao
Metale o que ele representa na música, e consegue fazê-lo, não só em
ambiente e história como também em jogabilidade e diversão. Quem disse
que o Metal estava morto, está redondamente enganado e
Brutal Legend é a prova disso mesmo.
85/100Fonte : MyGames.pt
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