A Codemasters é uma das mais antigas produtoras britânicas de vídeo jogos, foi fundada em 1985 e decidiram apostar no ZX Spectrum. Na altura a maioria dos jogos eram de acção, mas foi no com Micro Machines e com J-Cart ambos da Mega Drive que obtiveram maior sucesso.
Seguindo o sucesso de jogos de corridas em 1997 lançaram TOCA Touring Car Championship, um jogo inovador e uma jogabilidade incrível, após um ano a Codemasters aposta no segundo jogo da série TOCA com novas melhorias e mais uma vez a Codemasters nos surpreende.

No mesmo ano é lançado Colin McRae, reconhecido como o pioneiro do realismo no desporto rali, jogabilidade muito realista, veículos oficiais e gráficos muito bons. Passado um ano saiu o segundo jogo, ainda melhor que o seu antecessor em todos os aspectos, e em 2000 sai TOCA World Touring Cars e mais uma vez recolheu sucesso até aos dias de hoje com Race Driver Grid.
Colin McRae também teve um bom percurso até ao seu quinto título, tendo o último jogo Colin McRae DiRT recebido algumas críticas desfavoráveis, apesar de dar um rumo diferente na série, mas nada que manchasse o jogo e a saga. Todos esses títulos elevaram a Codemasters como uma potência em jogos de corridas.

As expectativas são muitas com este Colin McRae DiRT 2, o que fez com que a responsabilidade aumentasse nos estúdios da Codemaster, utilizam o motor gráfico EGO, o mesmo usado em Race Driver Grid, para tornar o jogo mais sofisticado, sólido e com gráficos de alta definição.
Neste DiRT 2 a nossa vida passa-se numa auto-caravana, que será o quartel-general para o jogador e sua equipa. Acordamos com música Rock de fundo e gritos do público, como se não bastasse isso, deparamo-nos com a nossa caravana toda desarrumado e suja. Latas de bebidas pelo chão e hambúrgueres por comer, tudo com ar de quem gosta de festas com miúdas.

A vida de famoso é muito difícil. Isso é tudo muito bonito mas o homem não vive só de noitadas e miúdas jeitosas, por isso mãos a obra, não pensem que é para limpar a caravana, estava a referir-me às corridas!
O que nos é oferecido na caravana?
Temos a nossa televisão sempre ligada onde podemos ver vídeos de vários desportos radicais dos eventos X Games, temos My Stuff, Extras, Multiplayer e Dirt Tour. Em My Stuff podemos escolher o nosso co-piloto e até ver o tipo de relações que temos com os pilotos, alguns deles bem conhecidos, como por exemplo: Dave Mirra (BMX), Travis Pastrana (freestyle motocross) e Ken Block (Rally). Estes pilotos vão ajudar-nos a construir a nossa carreira. Dirt Tour serve para escolhemos qual o local ou evento que pretendemos participar.

Como era de se esperar, não ficamos retidos na auto-caravana. No exterior verificamos uma autêntica festa, publicidade em todo o lado, várias tendas, multidões a passar e conversar junto das instalações da equipa, etc... Tudo a dar um ar de estarmos mesmo dentro de provas reais. Assim a ideia ao iniciar o jogo é fazer-nos sentir parte do jogo, termos uma experiência mais personalizada e criar a ilusão de que estamos realmente numa prova de corridas mundial. Após as corridas adquirimos pontos de experiência ganhos consoante as nossas prestações nas provas, que nos aumentará o nível. Também recebemos dinheiro para usar em futuras compras de veículos e packs para alteração dos mesmos, dependendo das provas que iremos disputar. Para além disso existem acessórios que vamos desbloqueando durante o jogo, como por exemplo dados para colocar no espelho central e até uma boneca hula girl, que mexe a anca como se não houvesse amanha.
Trailer OficialA pintura dos carros não é bem ao meu gosto, infelizmente, apenas podemos alterar as cores, que por sua vez são alterados os patrocínios automaticamente. Após a escolha da prova podemos activar uma opção de ajustes no veículo, sendo possível efectuar ajustes rápidos e simples antes do começo da corrida. É de louvar a rapidez dos loadings. Mal entramos nas corridas o que reparamos de imediato é o grafismo do jogo, muito bom e a fazer lembra GRID. Mas o que sofre um upgrade enorme são os efeitos de luz que estão simplesmente incríveis, com o sol a nos afectar a visão sobre a estrada, o carro a sair das sombras e a luz a passar gradualmente pelo veículo, e o reflexo do ambiente sobre o carro. O exterior dos carros também se apresentam muito bem detalhado, apenas o interior precisa de retoques nas texturas e um maior detalhe.
Em Dirt Tour tive a oportunidade de jogar cinco eventos situados em Baja, Japão, Croácia, Marrocos e Londres. Baja é uma zona muito seca, de muito calor, com muita terra e gravilha, para isso temos de usar Pick ups ou buggys. Durante as corridas há que aproveitar as poças de água nos cantos das curvas pois estas ajudam-nos na perfeição, mas atenção aos adversários porque estão mais agressivos que nunca e irão fazer-te comer muito pó.

A pista Peninsula Run faz lembrar muito as provas de Paris-Dakar, primeiro porque usamos o mesmo tipo de veículos e segundo porque a pista tem muita arreia ou gravilha e alguma densidade florestal, com umas paisagens enormes onde podemos ver os montes de muito longe. É uma pista traiçoeira com muitos altos e baixos e muito difícil de verificar para onde se encaminha a pista. Um pormenor espectacular é o sol, consegue ser incrivelmente real que até temos dificuldades em olhar directamente para ele.

Existem traçados fantásticos, mas a pista que mais gostei de experimentar foi Mali Alan Pass Hairpin Run, com mais de 3,2 km de pura beleza situada na Croácia. Em termos gráficos é a que se apresenta melhor, fazendo parecer as outras pistas um pouco inacabadas. Como já referi anteriormente, aqui também o sol se apresenta de forma incrivelmente real, os efeitos de luz são fenomenais. Por exemplo, quando saímos de uma sombra a luz vai aparecendo no carro de forma gradual.
O som do jogo estão também bem conseguidos, com um som super agressivo do motor, que nos faz sentir com mais vontade de acelerar. O som da gravilha também se encontra muito bom, por vezes parece que a sentimos a bater por debaixo do nosso carro. Outro pormenor não menos interessante, é o facto de em certas partes da pista conseguirmos ouvir o chilrear dos pássaros, pouco real mas engraçado(sim fui muitas vezes à berma). A passagem entre as superfícies, por exemplo de gravilha para asfalto, faz com que sintamos no comando as mudanças de piso, com o carro a ter comportamentos completamente distintos.

Colin Mcrae Dirt 2 promete muito, foi pena nesta versão não ter uma pista nocturna, mas é de salientar a jogabilidade melhorada em relação seu antecessor. Esta está bastante mais agressiva e precisa, onde todos os tipos de veículos o senso de conexão com a pista foi muito melhorado. O grafismo esta esplêndido e os efeitos visuais fenomenais, de realçar o salpicar dos detritos quando passamos nas poças de água ou lama. Estes detritos saltam imediatamente para o nosso pára-brisas de forma impressionante. Tudo isto com os frames a correrem de forma segura e sólida. Iremos conduzir numa boa variedade de superfícies e todas elas irão proporcionar sensações diferentes.
A Codemasters já nos informou que Colin McRae DiRT 2 terá mais de 100 eventos diferentes, corridas com veículos, condução agressiva, desafios a solo. Também terá Colin McRae Tribute Cup como homenagem ao malogrado piloto de rally. Teremos então de esperar pela versão final de DiRT 2 para conferir outros tipos de provas, verificar se os pequenos defeitos estarão corrigidos e efectuar uma avaliação detalhada, mas para já quero mais.
Trailer do Gameplay