A noticia do Correio da Manhã Arquivo CM
Cientista defende que digitalização dos meios de comunicação torna a Terra indectectável para civilizações extraterrestres"Ruído de emissões de rádio e televisão afasta aliens"“Fazemos
demasiado ruído para que alguém nos possa ouvir noutro planeta”. As
palavras são de Frank Drake, cientista fundador, em 1950, do projecto
“Procura de Inteligência Extraterrestre” (SETI, na sigla original) e
criador da ‘Fórmula de Drake’ (que tenta determinar o número de
civilizações extraterrestres em condições de emitir sinais), que afirma
que a digitalização dos sinais de rádio e televisão nos torna
praticamente invisíveis para os extraterrestres que aguardam um “olá”
nosso.
A televisão analógica, as transmissões
de rádio e radares, entre outros, são detectáveis em vários sistemas
estrelares vizinhos. Se alguma civilização alienígena observasse estas
emissões poderia facilmente perceber que, em algum lugar do Sistema
Solar, estão a ocorrer coisas incomuns. No entanto, os programas de
televisão e rádio que podem denunciar a nossa posição no Universo estão
a desaparecer. Os recentes “apagões analógicos” e a proliferação de
conteúdos pagos transmitidos de forma codificada, convertem as nossas
emissões em algo semelhante a ruído. Mesmo que extraterrestres
sintonizem aparelhos de localização de sinais nas frequências que
utilizamos hoje em dia é provável que não obtenham nenhuma prova da
nossa existência, defende o canal NeoTeo, especializado em ciência e
tecnologia.
Frank Drake acredita que, se existem
seres extraterrestres com um grau suficiente de evolução, devem estar a
procurar vida noutros planetas, tal como os terráqueos fazem.
O
cientista, que se dedica à procura de sinais ópticos oriundos de outros
planetas e colabora no desenho de telescópios como o Allen Array da
Califórnia, também defende que a digitalização de conteúdos funcionou
como um diminuidor de potência das nossas emissões.
O
especialista afirma que os ET’s devem estar a sentir dificuldades de
detecção de decibéis provenientes da Terra, que além do mais sofrem uma
“amputação quando transmitidos por satélite”.
“Se isto continua será imposible encontrar-nos”, confirmou Drake, durante uma conferência da Royal Society.